Artigos, Física Quântica

O Princípio da Incerteza de Heisenberg

atomo
O átomo

O Princípio da Incerteza de Heisenberg vai dizer que no mundo subatômico você não pode ter, ao mesmo tempo, duas informações precisas. Quando você observa uma partícula, um elétron, por exemplo, e você, por curiosidade, quer saber a posição exata de onde ele está, você interfere na velocidade dele. E se você quiser saber, com precisão, a velocidade em que o elétron se encontra, você interfere na posição dele. O ato de observar é o ato de interferir.

Por que? Simples. Pra você observar seja lá o que for, você tem que ter luz! Mas a luz é energia. E quanto mais precisão você quiser, mais luz você vai ter que usar, e isso implica em mais energia. E o elétron, como é uma partícula minúscula no mundo subatômico, ele é influenciado pela carga de luz ou energia que você coloca. É como se você tivesse dando uma “tacada” no elétron. Então você interfere no estado dele. Você não tem como observar essa realidade subatômica, sem interferir nela.  Por isso, Heisenberg afirmou que a realidade do mundo subatômico só é possível ser determinada através de possibilidades, de probabilidades.

Einstein combateu a teoria de Heisenberg e na altura chegou a afirmar: “Deus não joga dados ao acaso”. Mas hoje sabe-se que sim, o mundo subatômico, o mundo do muito minúsculo, o mundo dos prótons, nêutrons e elétrons, o mundo dos átomos funciona sim através de probabilidades e possibilidades.

Isso já é provado e evidenciado em inúmeros experimentos. 

Tanto que o conceituado astrofísico Steve Hawking chegou a mencionar: “Deus não só joga dados ao acaso, como de vez quando os esconde nos lugares mais inusitados”.


Marcelo Candido Madeira

Artigos, Física Quântica

O que é o Espaço-Tempo?

No filme, “Tão longe, tão perto” (Faraway, so Close) dirigido por WinWenders em 1993, o personagem principal, o anjo Cassiel, anseia em tornar-se humano para poder melhor compreender a humanidade. Num determinado momento, Cassiel escuta de um forasteiro uma definição poética sobre o tempo:

-Você pode me ouvir? – Sim. Deixe-me explicar algumas coisas. O tempo é curto. Essa é a primeira coisa. Para a doninha, o tempo é uma doninha. Para o herói, o tempo é heróico. Para a prostituta, o tempo é apenas mais um programa. Se você é gentil, seu tempo é gentil. Se você está com pressa, o tempo voa. O tempo é um servo, se você for seu mestre. O tempo é Deus, se você for seu cão. Nós somos os criadores do tempo, as vítimas do tempo e os assassinos do tempo. O tempo é atemporal. E agora, a segunda coisa: Você é o relógio!

Imersos em nossas atribulações do cotidiano, temos a impressão de que o tempo corre como um rio de forma linear sempre em direção ao futuro. Mas isso, segundo os mais recentes estudos da física quântica, pode não estar certo.

Einstein, através da Teoria da Relatividade, questionou radicalmente as noções de“espaço” e “tempo”, que ele via mais como efeito psicológico do que uma realidade da natureza. Antes de Albert Einstein formular sua teoria em 1905, o senso comum era de que o tempo e o espaço eram separados e imutáveis.Acreditava-se que, se dois observadores se movimentassem um em relação ao outro, eles deveriam sempre concordar sobre “onde” (em que local) e “quando” (a que horas) um evento aconteceria, partindo do principio, claro, de que ambos teriam em mãos medidas e relógios bem precisos. Mas a física moderna é curiosa justamente quando mostra como as coisas se comportam sob diferentes pontos de vista.

A teoria da relatividade constatou que o tempo pode correr em ritmos variados dependendo do observador, ou seja, o tempo pode passar mais rápido para mim e mais devagar para você. O tempo não é uma grandeza fixa e absoluta. Isso porque, segundo Einstein, o tempo não pode ser pensado como um conceito em si, separado do espaço. Deixo aqui as palavras de Stephen Hawking: “O tempo não é uma quantidade universal que existe por si mesma, independente do espaço. Ao contrário, o futuro e o passado nada mais são que direções – como para cima e para baixo, esquerda e direita, para frente e para trás – em algo chamado “espaço-tempo”… É por isso que o tempo pode passar em diferentes velocidades.” Peter Galison, professor da Universidade de Havard, é mais enfático: “Não existe um só tempo, no sentido de um tic-tac universal, existem tempos”.

black and white photo of clocks
Foto por Andrey Grushnikov em Pexels.com

No século V, Santo Agostinho já explicitava de forma singela o carácter subjetivo do tempo: “Afinal, o que é o tempo? Se ninguém me perguntar, então sei o que ele é. Se eu desejar explicar para quem me formulou a pergunta, então não sei oque ele é.” E o sábio filósofo continua: “Mesmo assim, digo com segurança que sei que se as coisas não morressem, não haveria tempo passado, e se as coisas não continuassem a nascer, não haveria tempo futuro; e se não houvesse nada, não haveria tempo presente.” Einstein conclui: “Pessoas como nós, que acreditam na Física, sabem que a diferença entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão persistente e teimosa.”

Esse carácter ilusório do tempo foi intuito por Einstein ao perceber que não podemos conceber o espaço sem tempo, nem vice versa. Um está atrelado ao outro. E se temos mais de um, teremos menos de outro. Isso porque existe uma conexão oculta entre o espaço e o tempo. Essa foi a grande descoberta de Einstein: O movimento pelo espaço afeta a passagem do tempo. O tempo em si corre mais devagar para a pessoa que está se movimentando. Mas porque não percebemos isto no dia-à-dia? A resposta é simples; com as baixas velocidades que nos locomovemos no planeta Terra, o impacto do movimento no tempo é tão pequeno que se torna imperceptível.

A teoria foi comprovada através de inúmeros experimentos com relógios de alta precisão posicionados em terra firme e outro em aeronaves de alta velocidade. O resultado é desconcertante. A diferença entre os relógios era de apenas bilionésios de segundo, mas era uma prova real de que o deslocamento de um objeto em alta velocidade afeta o tempo.

Com isso, a física unificou a ideia de tempo e a ideia de espaço em um único conceito chamado “espaço-tempo” numa estrutura quadrimendisional. 

adult aircraft airplane business
Foto por Tim Gouw em Pexels.com

O conceito unificado de “espaço-tempo” tem implicações também como concebemos o tempo de forma linear, o que o senso comum chama de linearidade do tempo.Segundo as teorias da física quântica, a noção linear que temos de passado, presente e futuro pode ser simplesmente uma percepção da nossa mente.

Nós percebemos o tempo como um fluxo de um rio que corre apenas numa direção, o futuro. Mas, e se pensarmos no tempo como uma sequência de eventos, uma sequência de momentos como fotografias enfileiradas uma depois da outra? Momento após momento, como os frames de um filme ou os quadrinhos de um gibi? E cada momento, cada evento isolado seria uma fotografia estática, uma “fatia no tempo”. Cada fatia seria, portanto, o agora. Então, suponhamos que o tempo seria uma sequência de “fatias de agora.

tempo_espaço_quanto_mais_reiki_melhor7

Vamos mais além! Vamos imaginar o tempo como uma bisnaga de pão. E se existem várias maneiras de cortar as fatias de um pão, porque não supor que existam várias maneiras de fatiar o espaço-tempo? Einstein mostrou que se o movimento afeta na percepção da passagem do tempo, uma pessoa que se movimentasse fatiaria o mesmo pão diferentemente de uma pessoa parada. As fatias estariam em ângulos diferentes. “A pessoa que está se movendo vai inclinar a faca e cortar as “fatias de agora” em diferentes ângulos, elas não serão paralelas às minhas fatias de tempo”.

tempo_espaço_quanto_mais_reiki_melhor3

 

Nada melhor do que a criatividade do físico Brian Greene para expor as bizarrices de um conceito unificado entre espaço e tempo:

“Imagine um alienígena em uma galáxia há 10 bilhões de luz da Terra e aqui, no nosso planeta, um homem num posto de gasolina. Agora, se o dois estão parados sem se mover, um em relação ao outro, os ponteiros de seus relógios giram no mesmo ritmo e eles dividem a mesma “fatia de agora”. E ambos cortam o pão em ângulo reto.

tempo_espaço_quanto_mais_reiki_melhor2

Mas veja o que acontece se o alienígena subir numa bicicleta e andar na direção contrária à Terra. Como o movimento desacelera a passagem do tempo, seus relógios não estão mais no mesmo ritmo. E se os relógios não conscidem mais, as “fatias de agora”também não. A “fatia de agora” do alienígena vai cortar o pão num ângulo diferente em direção ao passado.”

tempo_espaço_quanto_mais_reiki_melhor5

“Como o alienígena está andando de bicicleta em ritmo de passeio, sua fatia está num ângulo minúsculo em direção ao passado. Mas em uma distância tão grande, este ângulo resulta em uma enorme diferença no tempo. Sendo assim, o que o alienígena encontraria na sua “fatia de agora”, ou seja, o que ele consideraria estar acontecendo agora no planeta Terra não incluiria mais o homem no posto de gasolina, nem sequer, o mesmo homem, criança, 40 anos atrás. Supreendentemente, a “fatia de agora” do alienígena teria voltado 200 anos na história da Terra e agora incluiria uma parte do passado que consideramos distante como, por exemplo; Bethoven terminando a Quinta Sinfonia.

tempo_espaço_quanto_mais_reiki_melhor1

“E se isso não fosse estranho o bastante, a direção na qual você se move também faz diferença. Veja o que acontece quando o alienígena vira a bicicleta em direção a Terra. A “fatia de Agora” dele está num ângulo em direção ao futuro. E isso inclui eventos que não acontecerão na Terra em menos de 200 anos. Talvez a tataraneta do homem do posto de gasolina estaria se teletransportando de Paris à Nova York.

tempo_espaço_quanto_mais_reiki_melhor6

Uma vez que sabemos que seu “agora” pode ser o que eu considero o passado, ou que seu “agora” pode ser o que eu considero o futuro, e o seu “agora” é tão real quanto o meu. Entendemos, então, que o passado tem de ser real, o futuro tem de ser real, eles podem ser o seu “agora”. Isso significa que passado, presente, futuro são igualmente reais. Todos existem.”

Dentro da concepção da física quântica, o passado nunca se foi, e o futuro não é algo inexistente. O passado, presente e futuro coexistem e pensar que o tempo é algo linear e separado do espaço, é uma ilusão. Tempo e espaço estão juntos, são inseparáveis, são uma coisa só e estão absolutamente conectados. E a esse conceito chamamos de espaço-tempo.

É claro que nossa percepção é limitada por estarmos presos em corpos dentro de um espaço, num determinado tempo. Isso tudo dificulta nossa experiência de vivermos livres do tempo e do espaço. Só em falar do assunto nos constrange e confunde. Melhor seria permanecer no âmbito poético do filme de Win Wenders e nos permitir de uma vez por todas que o tempo é, de fato, atemporal e você é o relógio.

Wankdorf

Fontes:

Viagem no Tempo – a mente além do ontem, hoje e amanhã – Fred Alan Wolf PH.D

Eureka! Um livro sobre idéias – Michel Macrone

A dança do Universo – Dos mitos de criação ao Big Bang – Marcelo Gleiser

Além do Cosmos – Brian Greene – Discovery Channel

Artigos, Física Quântica

Como atua o Reiki?

Eu ouço muitas pessoas me afirmarem: “Ah, mas eu preciso ter fé para que o Reiki funcione”. Sinceramente, muitas vezes eu fico calado, mas chegou a hora de dizer uma coisa: A energia está aí. Acredite ou não, a energia está aí atuando sobre você. E o Reiki é justamente isso; uma técnica japonesa de canalização desta energia. É uma técnica usada com o intuito de focar estas energia, a energia universal que permeia o universo e a energia vital que permeia os seres vivos. E os japoneses são bons nisso, em focar, em se concentrar.

A primeira coisa que tem que se ter em mente é se conscientizar destas energias que permeiam você e o universo. É a conscientização de que estas energias unem você ao universo. E para trazer esta consciência a vocês, eu não preciso de nenhum discurso esotérico, religioso ou muito menos místico. Basta conhecer o que a ciência do século 21 tem dito sobre “Matéria e Energia”.

A menos de 400 km de Zurique, cientistas do mundo inteiro trabalham pra responder esta e uma outra série de perguntas relacionadas a matéria e energia, no CERN em Genebra. Mas para entender o que esses cientistas fazem, temos que retomar a ciência no tempo dos gregos. Pois foram os gregos que falaram pela primeira vez da existência do átomo, que acreditavam ser a menor partícula de matéria do universo. Por isso deram a essa partícula o nome de átomo que em grego quer dizer: indivisível.

Os gregos já sabiam que toda matéria é constituída de átomos, pequenas particulas microscópicas como tijolinhos que juntas formam a matéria. Então, todos os objetos que nos rodeiam são feitos de átomos. Nós mesmos, aqui em carne e osso, somos matéria, feitos de átomos.

atomo
O átomo

Mais tarde, séculos depois, os cientistas descobriram que o átomo não é a menor partícula do universo e conseguiram dividí-lo em particulas menores, dentre elas, a mais famosa; o Quark. E então, os cientistas começaram a observar como se operavam estas partículas subatômicas e começaram a medir e a monitorar o comportamento destas partículas. Descobriram que o átomo é constituído de prótons, elétrons e neutrons que orbitam ao redor de um núcleo. E então, os cientistas muito curiosos resolveram medir o comportamento dessas partículas subatômicas e realizaram no século 19 um experimento que revolucionou a ciência moderna.

Os cientistas ao lançarem elétrons em direção a uma placa com duas fendas, notaram que surgiam um padrão completamente diferente do esperado, em vez de criarem duas linhas nos formatos das fendas, criou-se um padrão de interferência como se agissem como ondas, ou seja, surgiram várias linhas na placa atrás da fenda. Então os cientistas ficaram encafifados e acharam que o primeiro experimento havia falhado, e resolveram repetir um segundo experimento, e aí o resultado se mostrou normal, dentro do esperado, os elétrons novamente passaram pelas duas fenda e criaram duas linhas, como seria o normal. Mas eles precisavam repetir o experimento pra a comprovação final e descartar de vez o primeiro experimento, e lançaram mais uma vez os eletróns, e desta vez, os eletróns se comportaram novamente como ondas deixando uma série de linhas na placa atrás da fenda. Repetiram inúmeras vezes e os resultados se alternavam. Aí os cientistas chegaram a desconcertante conclusão: o elétron se comportava ora como partícula, ora como onda.

Dualidade Onda/Partícula
Experimento da Dupla Fenda e a dualidade Onda/Partícula

Esse experimento conhecido como experimento da Fenda Dupla, mostra que toda esta realidade que nos cerca é também feita de ondas. Um elétron é partícula e é onda ao mesmo tempo. E isso põe em cheque todo o paradigma materialista que consiste na idéia de que a substância primordial do universo é a matéria, mas não é…

Mesmo que o materialismo científico não entenda até hoje o que de fato acontece na mecânica quântica, esses preceitos da dualidade onda/partícula estão em toda a nossa tecnologia eletrônica, desde aparelhos de rádio, computadores, celulares, enfim, esse dualismo permeia toda nossa vida diária. Muito foi feito na área tecnológica depois que cientistas descobriram que uma partícula é onda e partícula ao mesmo tempo.

Mas, vocês devem estar se perguntando: O que isso tem a ver com o Reiki?

Ora, para que a gente entenda como se opera a energia Reiki, nós temos que nos distanciarmos do materialismo científico e prestar atenção quando a Mecânica Quântica afirma que o átomo e suas divisões subátômicas se comportam ora como partículas, ora como onda. Ao se comportarem como ondas, emitem frequências vibratórias, e frequências vibratórias emitem energia. Toda onda é energia. Portanto, no modelo da Mecânica Quântica, a Matéria sai dos holofotes para dar lugar a Energia.

Se somos constituídos de átomos e átomos são constituídos de elétrons e elétrons se comportam também como ondas, é fácil supor que nós também emitimos ondas, e se ondas emitem uma frequência vibracional, é fácil também supor que cada corpo emite uma frequência vibracional. E são essas ondas emitidas em nosso entorno que deteminam o campo energético.

ondas eletromagneticas
Ondas eletromagnéticas

E o Reiki trabalha justamente no campo energético, na busca do equilíbrio energético dos corpos, tanto em seres humanos, quanto em animais ou plantas. A técnica do Reiki desenvolvida no Japão faz com que sintonizamos nossas frequências em estados vibracionais mais positivos e mais elevados.

Como se fossemos pequenos rádios de pilha a procura de uma estação, se mexermos o dial mais pra direita só encontraremos ruídos e estática, um pouco mais pra esquerda e sintonizamos a estação desejada para escutar o programa que buscávamos. Portanto, o Reiki ajuda-nos a sintonizar na estação desejada, na frequência da saúde, na frequência da paz interior, na frequência do amor…

O Reiki ajuda-nos a sintonizar na estação desejada
O Reiki ajuda-nos a sintonizar na estação desejada

E pra sentir na pele os beneficios do Reiki, não precisamos entender de mecânica quântica, do mesmo jeito que pra acender a luz da sala não precisamos entender de eletrônica. Basta sabermos que o comportamento do átmos do qual fazemos parte, nos dá a dica de como funciona nosso corpo energético e que a técnica Reiki nos serve para harmonizar não só a energia que nos permeia (Rei) como também a energia que emana de nós (Ki).

Aprenda com o Reiki a manusear a energia a seu favor
Aprenda com o Reiki a manusear a energia a seu favor